Sábado, 15 de Março de 2008

O Tempo de Ser Criança

"...Porque « cada criança só tem um tempo de ser criança» e nós adultos, « temos também um só tempo» para ajudar cada uma que de nós precise!"


Fátima Lopes em Um Pequeno Grande Amor


Dedico esta frase a todas as crianças que fazem parte da minha vida e pelas quais nutro um sentimento tão puro. Para aquelas com as quais me cruzo no meu dia a dia e que me fazem sentir melhor quando me brindam com um sorriso. Para aquelas que não conheço nem nunca vou conhecer. Para aquelas que aos poucos vão entrando na minha vida e que serão concerteza especiais. Porque sempre são especiais...e nós adultos temos o dever de as preparar para o Mundo e ao mesmo tempo ajudá-las a aproveitar ao máximo o seu "tempo de ser criança", porque é único, porque é bom, porque é delas!

 

 

 

 

                                                                                                                      

sinto-me: De Férias!
música: Mafalda Veiga - Cada Lugar Teu
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Domingo, 16 de Dezembro de 2007

O Melhor Presente de Natal

 

Nevava tranquilamente naquela noite. A cidade estava coberta por um manto branco, bastante espesso, que brilhava devido aos reflexos das luzes de natal que enfeitavam as ruas.

O frio apertava cada vez mais tornando-se impossível de ser suportado e provavelmente seria por isso que Martim era a única pessoa que se encontrava na rua. Estava sentado no banco do jardim, vestido com a roupa mais quente que tinha no seu guarda-roupa, e enquanto tentava aquecer as suas mãos esfregando-as uma na outra, contemplava a pequena fonte que se erguia no centro do parque, a fonte à qual todos chamavam a “fonte dos desejos”.

Tinha saído de casa sorrateiramente, sem que os seus pais dessem por isso. Se lhes tivesse pedido para sair nunca teria ouvido uma resposta afirmativa. Afinal de contas era apenas uma criança de oito anos.

Mas nessa noite precisava urgentemente de pedir um desejo à fonte, era a única forma de o poder ver concretizado. No dia seguinte realizar-se-ia a grande festa de natal da sua escola e haveria um grande número de actividades bastante divertidas, desde teatros, a jogos lúdicos, danças e, no fim, todas as crianças entregariam aos pais os presentes que compraram com o dinheiro que tinham junto nos últimos meses. Cada criança tinha uma caixinha onde metia uma pequena quantia dada pelos pais, a cada final de semana, para no Natal comprarem uma pequena lembrança para oferecer aos mesmos.

Martim estava infeliz por não poder oferecer aos pais um presente enorme, bonito, que eles tanto mereciam por serem o que ele chama de “os melhores pais do mundo!”. Seria a única criança na festa a não entregar nada aos pais e sentia-se triste não só pelos seus colegas gozarem com ele por não ter dinheiro para comprar um presente, mas principalmente por não poder mostrar aos pais a sua alegria em dar-lhes um presente, em oferecer-lhes algo que ele próprio tinha escolhido para eles. A sua família era bastante carenciada e por isso os pais não podiam contribuir para a sua caixinha, que neste momento permanecia vazia, no seu colo.

Martim pegou na sua caixinha, pintada por ele próprio de vermelho e cor de laranja, e aproximou-se da fonte.

- Eu gostava muito de comprar uma prenda para os meus pais, por favor, faça aparecer na minha caixinha algumas moedas. Por favor!!” – disse ele fechando os olhos e erguendo a caixa na sua mão direita.

Passados alguns segundos, Martim abriu os olhos e espreitou para dentro da caixa. Nada tinha acontecido. A caixinha continuava vazia. Tentou novamente, desta vez demonstrando algum desespero.

- Vá lá, por favor…são só algumas moedinhas. Eu queria mesmo oferecer um presente bem bonito aos meus pais amanhã na festa de natal. Só algumas moedinhas…por favor! – disse ele com os olhos fechados firmemente, e abanando a caixinha na sua mão.

- Não vale a pena, não vai acontecer nada. – disse uma voz feminina.

- Quem é a senhora? – perguntou Martim assustado, recuando alguns passos e escondendo a caixa atrás das suas costas.

- Sou apenas alguém que vive aqui neste jardim. – disse a mulher, de cabelos brancos e vestida com um grande manto cinzento que a cobria desde o pescoço até aos pés.

- A senhora vive aqui no jardim? – perguntou Martim espantado.

- Sim, é isso mesmo! – disse a senhora piscando-lhe o olho.

- Então é uma mendiga, não é? – perguntou ele recuando mais alguns passos.

- Mendiga? Porque dizes isso? – perguntou a mulher fazendo cara de ofendida.

- Porque os meus pais disseram-me que as pessoas que vivem assim nos jardins e nas ruas são os mendigos.

- Hum…está bem, eles até podem ter razão, mas não, eu não sou uma mendiga – disse a mulher sentando-se no banco. – Não tenhas medo, senta-te aqui ao meu lado.

- Eu tenho que ir embora…

- Mas não querias pedir um desejo à fonte?

- Sim, mas eu já pedi e ele não se realizou… – disse Martim virando as costas e começando a andar em direcção à estrada principal.

- Martim…

- Como é que sabe o meu nome? – perguntou Martim parando repentinamente e encarando a mulher.

- Isso não interessa, o que interessa é o que tenho para te dizer. – disse ela olhando-o com uma expressão serena.

- E o que é que tem para me dizer?

- A melhor prenda que podes oferecer aos teus pais e a qualquer outra pessoa de quem gostas, está dentro de ti.

- Dentro de mim? – perguntou Martim envergando uma expressão de incompreensão.

- Sim, dentro de ti. Não se compra, não se mede, não se pesa, apenas se sente e é a prenda mais valiosa que podemos dar a alguém. – disse a mulher piscando-lhe o olho.

A mulher levantou-se do banco e começou a caminhar na direcção contrária à do Martim. Este não disse nada, permanecendo imóvel enquanto a observava a desaparecer na escuridão.

O dia da grande festa de natal tinha chegado e esta estava a ser um sucesso. Muito teatro, muita música, muitos jogos, comida e doces à mistura. Martim não estava a divertir-se tanto quanto queria pois os seus colegas lembravam-no a cada minuto que ele não tinha um presente para dar aos pais porque era pobre.

O momento da entrega dos presentes tinha chegado. Martim deixou-se ficar junto dos pais, enquanto os seus colegas subiram ao palco, cada um com o seu presente na mão, e faziam agora uma fila, enquanto os pais se posicionavam junto do palco.

- Filho, não fiques triste por não estares ali, está bem? O pai e a mãe não precisam de presentes. – disse o pai agachando-se junto de Martim.

- Mas eu tenho um presente para vocês! – disse Martim sorrindo e começando a correr para junto dos seus colegas.

Quando chegou a sua vez, Martim chamou os pais para junto do palco, sentou-se perto deles, tirou a sua caixinha que estava por debaixo da sua blusa e abriu-a. Todos olhavam para ele pois ninguém estava à espera que ele tivesse um presente para oferecer.

- Tenho aqui vários presentes, mas eles são invisíveis…como diz uma amiga minha, apenas se sentem… – disse Martim mostrando a caixa aos pais. – Eu oferece-vos infinitos beijos, infinitos abraços, infinitas festinhas, a minha preocupação, o meu respeito e a certeza de um amor para sempre. E são estes os meus presentes, e dou de coração…Feliz Natal!! – disse Martim atirando-se para cima dos pais.

E ouviram-se palmas como não se tinham ouvido até então naquela festa. E observaram-se lágrimas como só uma criança com tão puros sentimentos consegue arrancar a qualquer pessoa.

 

Patrícia Santos

15/12/07

sinto-me: Congelada
música: All I Want For Christmas Is You - Mariah Carey
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

A Imperfeição da Amizade

(Imagem retirada da Internet)

E o que pode doer mais se não a indiferença, a falta de presença de pessoas tão especiais?

Uma dor atroz, muito maior que aquela sentida caso tivessemos uma ferida aberta e sobre ela fizessem uma enorme pressão.

Devia ser proibido tais atitudes vindas de uma pessoa a quem chamamos de amigo. Tais atitudes deveriam ser punidas, ou melhor, não deviam sequer existir. Atitudes que nos ferem, que nos magoam tanto...talvez nem eles saibam o quanto.

E é quando sou alvo destes sentimentos, destas atitudes, que sempre me pergunto...afinal de contas o que é a Amizade?

 

A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que pensa, nem medir o que se diz”. George Eliot

 

Isto existe? Conseguimo-nos sempre sentir seguros, confiar plenamente numa pessoa? Todos os nossos segredos, defeitos? Será? Conseguimos falar de todos os assuntos, mesmo aqueles mais íntimos, com 100% de certeza de que a outra pessoa nunca nos irá trair? Isto existe? Gostava de saber que sim...mas não experimento dessa segurança toda...

Para ter tais niveis de confiança com uma pessoa é preciso viver muitas situações com ela, ter provas reais de que ela nunca nos irá deixar ficar mal, mas sabem? A certa altura há sempre uma atitude, um gesto, uma palavra que nos é dirigida e que nos magoa, que nos deita abaixo porque não estavámos á espera, não daquela pessoa, não daquele amigo...e tudo vai por água abaixo, a confiança que se estava a ganhar se desvanece e a insegurança volta com toda a força...e isto é um ciclo, é sempre assim.

A quantidade e a qualidade da amizade não se mede com palavras, com a quantidade de vezes que se ouve “gosto de ti”, não...mede-se sim com a atitude naquele momento mais crítico, aquele olhar meigo que nos conforta, aquele sorriso que nos anima, aquele abraço que nos aconchega, a lágrima na despedida, a alegria no regresso.

Na amizade também tem que constar o “perdão”. Saber perdoar, já dizia o outro, é uma virtude. Mas agora pergunto eu, quantas pessoas a têm?Quantos amigos nos perdoam quando fazemos algo de errado, quando mesmo sem querer os magoamos, quando temos ideias contrárias e a discussão acontece, quantos são aqueles que nos perdoam?Poucos...muito poucos.

Com este texto não quero dizer que a Amizade não existe, mas que é rara, e muito, isso ninguém pode negar. É rara e imperfeita, não é aquele mar de rosas de que todos falam, aquele sentimento perfeito, sem falhas, isso são balelas! A amizade é cheia de imperfeições, contradições, tristezas, mágoas, angústias, dor, desavenças...mas que mesmo assim prevalece e segue em frente.

E por isso hoje estou triste, angustiada, porque a amizade é mesmo assim, imperfeita!

 

Patrícia Santos

 

sinto-me: Magoada
música: Whitney Houston - The Greasted Love of All
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Sábado, 26 de Maio de 2007

Importancia de Ti

Importância de Ti.

 

Debaixo desta noite escura

Iluminada apenas pela lua pura

Que por entre as nuvens espreita

Fugindo a luz por uma passagem estreita.

 

E essa luz é reflectida...

Espelhada no ondulado mar

Rodeado pela natureza esquecida

Que procura por quem amar.

 

Penso em ti...

Continuo a pensar em ti...

Alguém que nunca foi meu

Alguém que já se perdeu.

 

Com o teu olhar me cativaste

Olhar profundo, expressivo, vivo!

Formaste sorrisos na minha face

Sorrisos por tudo e por nenhum motivo.

 

Foi um crescente de sentimentos

Que se formaram dia a dia

Sem pedires licença ocupaste os meus pensamentos

Quando quis esquecer já não podia.

 

Haverá algum obstáculo?

Algo instransponível entre o teu mundo e o meu?

Algo que nos afaste com os seus tentáculos

Que não permita que sejas meu?

 

Sonhei alto e não devia

Fantasiei além da conta

Não vi o quanto perdia

Formou-se um abismo de ponta a ponta.

 

Importantes são as tuas palavras

A tua presença é essencial

Mantem-te perto de onde estavas

Fica... porque o sentimento não é banal.

Patrícia Santos

3/05/07

música: Keane - A Bad Dream
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Sábado, 5 de Maio de 2007

Meninos Especiais.

E acabou...

Precisamente dois meses depois, estou neste comboio, rumo a casa, para não mais voltar.

Tenho o coração apertado, a tristeza acolhe-me a alma e as lágrimas caem lentamente.

No coração deixo guardado cada sorriso, cada olhar, cada palavra, cada momento vivido com eles, com os meus meninos. Isso não me podem tirar...

Sinto-me “não profissional” por sentir todas estas emoções, todo este mar de sentimento. Era meu dever saber lidar com eles e, principalmente, era meu dever não me apegar aos meus miúdos, não deixar passar para o lado pessoal, manter sempre aquela distância, manter somente uma relação terapêutica. Mas não consegui e agora custa-me. É uma quebra enorme que ocorre pois convivi com eles durante dois meses, fiz tudo em prol deles, segui em frente com eles, vibrei por eles, “vivi” para eles e, de repente, de um dia para o outro, deixo de os ver, de estar com eles, e isso, para quem não criou apenas aquela relação terapêutica, mas também ganhou afecto, carinho por eles, custa, custa muito...

Penso que a receita para não sofrer com estas perdas é mesmo a experiência que se vai ganhando ao longo do nosso percurso profissional. É verdade que o meu feitio também não facilita muito esta suposta “maturação”, pois quando me apego, apego mesmo, quando gosto, gosto mesmo. Mas sei que com o tempo vou-me habituar, será a minha rotina, não é verdade? Eles vêm, e vão!

Mas estes meninos, deste estágio, serão sempre especiais, sempre...marcaram-me imenso, cada um da sua forma, e serão sempre lembrados com muito carinho, com muita saudade e, principalmente, com um sorriso nos lábios.

Um beijo do tamanho do mundo para cada um deles*

 

 

 

 

 

Patrícia Santos

27/04/07

 

sinto-me: Saudosa
música: Keane - Bad Dream
publicado por a_beautiful_smile_has_a_troubled_soul às 21:17
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Sábado, 21 de Abril de 2007

Observar, Escutar...não é preciso Falar.

Observar, Escutar…não é preciso Falar.

 

A noite já tinha caído,

O frio sentia-se no ar, vagando perdido

Olhei em redor e deixei-me ficar

Vinha apenas para observar.

 

Na mão uma castanha assada,

Iluminada pelas luzes que enfeitavam a rua,

E lá em cima bem distante a lua

Sorria enfeitiçada.

 

Sentada naquele banco,

Observava a multidão

Deambulando por entre a agitação,

Mergulhada naquele fumo branco.

 

Sorrisos abertos,

Sorrisos fechados,

Sorrisos perpétuos,

Sorrisos errados.

 

Expressões melancólicas,

Gargalhadas eufóricas,

Expressões cansadas,

Gargalhadas envergonhadas.

 

Olhares puros,

Olhares altivos,

Olhares duros,

Olhares passivos.

 

Pessoas diferentes passavam por mim,

Algumas presentes,

Outras ausentes,

Percorriam caminhos sem fim.

 

Ali sentada fiquei a observar,

O pensamento das pessoas tentava adivinhar,

Enquanto percorriam aquela estrada

Comunicava com elas, mesmo calada.

 

Não é preciso falar para entender,

Não é preciso falar para conhecer,

Basta escutar,

Basta observar.

 

Ouviu – se o barulho da castanha a cair no chão,

Há muito tempo que já não havia multidão,

O frio era agora apertado,

Levantei-me e procurei outro banco ainda inexplorado.

 

 

Patrícia Santos

 

8/01/07

 

 

sinto-me: Bem-disposta!
música: Fort Minor - Where'd you go
publicado por a_beautiful_smile_has_a_troubled_soul às 12:51
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2007

Um Caso de Paixão

“Um Caso de Paixão”

Hoje sentada aqui

Não sei bem o que fazer…

Sinto necessidade de escrever

Necessidade de escrever sobre ti.

 

Tu…quem me faz sorrir

Tu…quem me faz chorar

Tu…que sabes colorir

Os espaços que em mim ainda faltam pintar.

 

A empatia sentida

A vontade de dar um beijo na tua face perdida

O carinho gerado

A vontade de te dar um abraço apertado.

 

Quando um simples sorriso

Se forma na tua face

Nada mais importa, nada mais é preciso

Seria bom que esse momento eternamente durasse.

 

Queria, por momentos

Entrar no teu mundo

Procurar-te no fundo

Despertar-te sentimentos.

 

Queria arrancar-te da solidão

Abrir-te a porta para o mundo que te abraça

Mostrar-te a vida e toda a sua agitação

Onde a tristeza se cobra e a alegria é de graça.

 

Queria que esse olhar perdido

Encontrasse o meu

Que me deixasses encontrar o que é proibido

Esse segredo que é só teu.

 

Já sinto…saudade

Esta é a palavra certa.

Saudade de tempos que ainda não vieram

Saudade de tempos que não vão chegar.

 

E sobre ti senti vontade de escrever

Fizeste-me despertar emoções

Pensamentos, sentimentos

Ajudaste-me a crescer.

Patrícia Santos 

19/03/07

Este poema é dedicado a um menino muito especial, que conquistou o meu coração num abrir e fechar de olhos. Um beijo enorme, cheio de carinho e amizade, para ele.

sinto-me: Melancólica
música: Keane - The Humburg Song
publicado por a_beautiful_smile_has_a_troubled_soul às 23:48
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